18 de outubro de 2010

Ângela Ro Ro 10 anos sem beber e sem drogas.


Angela Ro Ro escandaliza com a sua metamorfose ambulante e retoma a carreira com o CD “Compasso”, que reúne reggae,
bossa nova, samba-canção e bolero.
Ela desceu ao inferno, entre delegacias e escândalos, perdeu 
58 kg , fez plástica, e ressurgiu de bem com a vida e, o que é melhor, sem abrir mão da irreverência que sempre marcou o 
seu estilo. Revela como parou de beber e de fumar e recomeça
a vida em ritmo de saúde, depois de passar pelo desespero ao 
ser internada. Ro Ro teve força de vontade cotidiana que fez 
toda a diferença entre aqueles que sobrevivem a impulsos autodestrutivos.
Angela sobreviveu a si mesma e a sua geração, no ritmo woodstockiano das bandeiras de sexo, drogas e rock'n'roll, nas baladas da vida afora. Ela continua saudavelmente louca e 
afirma que nunca é tarde para recomeçar.
Toda esta espantosa reviravolta foi feita, segundo ela, sem
a ajuda de grupos de dependentes químicos ou de psicoterapias especializadas. Ro Ro diz que contou apenas com a coragem 
com que veio ao mundo, em 5 de dezembro de 1949. A mesma coragem que “aditivada”, celebrizou-a por expor, Brasil afora, 
tanta doideira e escancaração que até Caetano Veloso compôs, 
em homenagem à sua rotina impressionante, a canção “Escândalo”.
Para a terapeuta Constança Teixeira de Freitas, ex-doidona,
há 20 anos sem “álcool e talco”, como se refere à bebida e à cocaína, Ro Ro traçou seu compasso em direção à saúde pelo caminho mais difícil. Diretora da Clínica Solar da Serra, para dependentes químicos, Constança diz que a luta é mais fácil 
com a ajuda de grupos e especialistas.
Para a artista, este é o seu jeito de enfrentar adversidades: sozinha, com as próprias forças. O start, segundo ela, foi justamente a falta de start. Sem fôlego, parou um show em 1999 e avisou o público que não conseguia cantar “All the way”, de Sinatra. Dali, cartão do plano de saúde em punho, foi para o Hospital Silvestre:
- Eu agarrava os médicos chorando e pedia, pelo amor de Deus, só 21 dias. Era meu cacife todo naquela mesa de bacará, no dia 21. Precisava desse tempo para não cair na vida de novo. Estava na miséria absoluta física, emocional, espiritual. E sem grana. Meu pai tinha falecido, minha mãe estava morrendo. Parecia que eu era a próxima a ir.
Hoje Ro Ro é um exemplo orgulhoso da equipe de médicos admirada, segundo ela, com a transformação radical, por seu próprio esforço. Irreverente, Ro Ro manda um recado para os drogados, “especialmente para os jovens”:
- Viver sem drogas é fácil. Difícil é viver sob os maus tratos. Seja louco, pare de beber! Seja doidão, pare de fumar – grita, às gargalhadas.
A SEGUNDA ETAPA DE ANGELA
para conquistar a saúde, ao sair do hospital, já desintoxicada, foi maquinar um plano para não recair:
- Passei numa loja de eletrodomésticos e comprei tudo novo para minha casa: geladeira, fogão, secretária eletrônica. Não parece, mas isso foi muito importante pra concretizar a vida nova. Depois, fui franca com a minha empregada, que usava drogas pesadas. Disse: “Ou eu, ou as drogas”. Não podia ficar com elas e ser vítima do meu próprio desgosto. Estava superobesa, com 118 quilos e, ao mesmo tempo, com uma aparência cadavérica. Seria presa fácil de minha fraqueza, que era o vício químico. Penha já era uma amiga, na verdade herança de outra amiga, Berenice, que morreu de Aids também por uso de drogas injetáveis. Penha foi embora. Morreu de derrame cerebral, do excesso de drogas.
Outro impulso para a vida foi um telefonema de sua mãe, antecipando a própria morte:
- Minha mãe me ligou e disse: “Angela Maria, não chora, sua mãe está morrendo”. Foi a força que eu precisava. Foi a força que eu precisava. Eu queria mostrar para meus pais que eu sairia daquela vida, mas, infelizmente não deu tempo. Minha mãe me disse: “Angela Maria, tenha confiança em você”.
Eu perguntei: “Puxa, mãe, porque você nunca me disse isso, só agora?
Ela respondeu: “Porque você nunca precisou”.
Angela botou a cabeça pra funcionar:
- Sempre pensei muito. Minha mãe sempre me perguntava, brincando, se eu era artista ou autista, de tanto tempo que eu ficava sozinha, num canto, balançando a cabeça e pensando, pensando. Comecei a fumar com 11 anos, comecei a beber de brincadeira com 20 anos para desinibir. Antes era uma natureba, macrobiótica, tímida. Desinibi tanto que o fígado quase veio para fora. Depois, ansiolítico pra mim era balinha, tomava aos borbotões. Já estava com esteatose hepática, aquelas estrias que dão no fígado de tamanho aumentado.
A morte da Penha também me mostrou que eu estava no caminho certo. Sem dinheiro para clínicas especializadas, spas para perda de peso ou personal trainer, Ro Ro foi buscar ajuda no seu aprendizado de adolescente existencialista e macrobiótica a solução para a vida nova, sempre sozinha:
- Não liguei para ninguém para aprender a fazer bobagem, não ia ligar para ninguém para deixar de fazê-las. Como eu iria telefonar para o dono do restaurante caríssimo, onde eu gastava fortunas em bebidas e foie gras e perguntar o que fazer com o meu fígado que tinha virado também um patê?
Eu adorava patês, mas já tinha um dentro de mim. E depois ainda fumava charutos e cigarrilhas. Estava de um jeito que não podia ficar em pé, nem deitada, nem sentada. Tinham que me pendurar num cabide – lembra.
Ro Ro recusou o grupo de alcoólicos anônimos – “Era alcoólatra e continuo sendo, mas não sou anônima. Todo mundo vai, menos eu”, rebateu – e negou-se a tomar psicofármacos:
- Tomei um Prozac e fiquei rindo falso. Nunca mais! Esse comprimido é um fingidor. O jeito era resgatar, sozinha, várias coisas dentro de mim, principalmente eu mesma. Tive a certeza que meus pais gostavam de mim, tanto que aturaram tantas marcações de touca. Descobri que gostavam de mim porque eu sou pura, de bom caráter, de bom coração e faço um esforço brutal para pensar.
ogo eu, que fui de colégio de freira, até entrei num convento para ser freira e tomava overdose de hóstia. Era viciada em comungar.
Depois de meio século de vida, Angela Ro Ro diz que está de volta a uma “loucura fantástica”, que é a loucura de se autoconhecer:
- Nada que é humano é negativo. Num mundo cada vez mais desumanizado, com a vida sem valer nada, qualquer humanidade é bem vinda, mesmo desmedida.
É assim que ela vê também o Brasil, sacudido por escândalos. Segundo Angela Ro Ro, nunca se viu exercício de democracia como nos últimos quatro anos:
- Nada que venha à luz da verdade é negativo. É sempre um passo adiante.
Nas reflexões profundas sobre o alcoolismo, Angela Ro Ro faz “ponderações socioantropológicas”, como diz, sobre o abandono total do alcóolatra pela sociedade, pelo ambiente de trabalho e pela família:
- Às vezes, você está alcoólatra aos 20 anos e você só perde: a saúde, o fôlego, o emprego, o respeito da família, o afeto das pessoas das quais você mais gosta. Não existe nenhuma salvaguarda para essa pessoa que é induzida a beber pela propaganda, pelo sistema de consumo. Isso, pra mim, é o pior de tudo.
O álcool não é bem considerado droga. Você tem que se vigiar mesmo, porque você não vai ter respaldo de ninguém. Vai ser culpado. Não vou dizer que não tomei uma cerveja nestes sete anos. Tomei, mas para saber que não estava gostando. Posso escorregar também na pizza e no açúcar, mas quero dar inveja aos leitores: cigarro nunca mais fumei – conta.
A terapeuta Constança Teixeira de Freitas conta que sentiu na própria pele este abandono, quando, há 20 anos, tentou livrar-se das drogas:
- Alcoólatra pra mim era aquele mendigo caído no meio-fio, abraçado a uma garrafa.
Depois de muitos blackouts , quando eu não me lembrava mais da noite anterior, eu me vi, numa manhã, andando descalça de roupa de festa no Jardim Botânico, saindo da casa de amigos, onde havia virado a noite.
Disse para mim mesma: “Sou alcoólatra”. Procurei o AA, achando que ia encontrar aqueles mendigos. Fiquei boba de ver lá senhoras simpáticas e elegantes que me perguntaram: “Você consegue ficar um dia sem beber?”. Disse: “Um dia é mole”. Elas me disseram que, então, eu poderia vencer. Porque quem fica um dia, fica dois, três e lá se vão 20 anos.
Constança explica que a dependência química é uma doença tratável e não vícios ou falta de força de vontade:
- O dependente químico usa o álcool e a droga como compensação para aliviar, acalmar, animar. Seríamos bipolares. É uma doença progressiva. As doses ou a frequência vão aumentando.
O que mais atrapalha a recuperação são os preconceitos. Os próprios dependentes e a família escondem o problema. Mas eu faço questão de falar. Se todo mundo me viu completamente louca na noite, porque não falar de minha recuperação?
O cantor Nando Reis também resolveu falar de sua busca para se livrar da bebida, com a ajuda do AA. Em entrevista à última edição da revista “V”, Nando Reis conta como o álcool começou a prejudicar seriamente a sua vida:
- Quando você percebe que sua capacidade de parar está comprometida, precisa de ajuda.
O AA é magnífico.
Sempre vinculei meu trabalho com estado de alteração. Nunca me ocorreu que isso pudesse me trazer problemas. Sempre gostei de estar num show bebendo, ensaiar bebendo, compor bebendo, ir à praia bebendo, tudo normal. Entrei numa fase de precisar mais e mais e vi que teria um prejuízo muito grande. Vi que estava em decadência.

13 de outubro de 2010

O mantra de Ro Ro e a curiosidade de Laura!

Foi o momento mais divertido da televisão na semana passada. No programa de Amaury Jr, na Rede TV, Angela Ro Ro era entrevistada por Amaury e pela modelo e apresentadora Laura Wie. Às sextas-feiras, Amaury transforma seu programa num talk-show e divide a bancada de entrevistador com Laura. Amaury não conseguia disfarçar que queria arrancar alguma resposta polêmica ou escandalosa de Angela. Mas a cantora se manteve firme em sua fase careta. Até que, na última pergunta, quando a entrevista já estava praticamente acabada, o apresentador qui saber: como Angela Ro Ro define Angela Ro Ro? A cantora não se segurou e, antes de dar uma gargalhada, soltou uma de suas piadas típicas: “Eu agora tenho um mantra: ‘Chupanenê’”.

Todos riram à beça, fizeram cara de fim de festa, e o programa poderia terminar não fosse o quase inexplicável interesse de Laura Wie pelo tema.

— Isso significa que você está ligada a alguma religião oriental?
— Não. É mais uma religião sexual — responde Ro Ro.

Laura não entendeu e, curiosíssima, quis saber mais sobre aquele estranho mantra, provavelmente em sânscrito, que Ro Ro usava como oração:

— Mas quando você usa o mantra? Em que momento do dia?
— Ah... em qualquer momento.
— E ele te traz harmonia? Ele te traz paz? O que ele te traz?
— Digamos que ele me traz orgasmos. Chupanenê, entendeu? Chupanenê!
O que começou engraçado, tornou-se constrangedor. Amaury não soube interromper a bateria de perguntas de Laura:
— Mas onde você pratica o mantra? Você procura um cantinho?
— Não. Pode ser em qualquer lugar.
— Até dirigindo?
— Não! Dirigindo não! — revoltou-se Ro Ro.
E foi assim, até Amaury Jr. desejar boa noite a todos.

Angela Ro Ro - making of do Programa Amaury Jr.

25 de setembro de 2010

Sexo MPB festa de 2 anos

O jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour reúne um grande elenco de vários estilos e gerações da MPB, no dia 20/09/2010 segunda-feira, no Centro Cultural Carioca.
Entre eles Ângela Ro Ro esteve presente!

Ro Ro aperta os seios de Eliana Pitman e troca versos de música.

Mesmo sem tomar uma gota de álcool, Angela Ro Ro aprontou no Centro Cultural Carioca esta semana. Depois de apertar os peitos de Eliana Pitman para conferir se era silicone ou não, perguntou por que a veterana estava com os peitos “na bandeja”. Não satisfeita, Ro Ro ainda subiu ao palco e fez uma nova versão para o clássico “Amélia”, cantando: “Amélia que era mulher de verdade. Tirava a calcinha e ficava à vontade”.
Sexo MPB


Ângela e Rodrigo.
Matéria do jornal o Globo.

22 de setembro de 2010

O som do vinil com Ângela Ro Ro

O Som do Vinil é um programa musical brasileiro do Canal Brasil.
O programa, produzido pelo Canal Brasil e Bravo Produções, e apresentado pelo músico Charles Gavin, estreou em setembro de 2007 e enfocaLPs marcantes da discografia brasileira. Com duração de 30 minutos, o apresentador entrevista, quando possível, o autor, seus familiares e pessoas da produção para revelar detalhes técnicos e de bastidores da obra.
Ângela Ro Ro fala do seu primeiro Lp de 1979 é conta outras histórias,fala de cada  música e suas composições,fala deste de quando a música esteve presente em sua vida,de suas influências musicais, e dos amigos que trabalharam com ela neste,seu  primeiro LP.E o programa tem depoimentos de Rodrigo Faour,Paulinho Lima e o Rick Ferreira.
O álbum de estreia de Ângela Ro Rô, de 1979, é um retrato da carreira desta cantora intensa. Ela fala sobre o sucesso "Amor, meu grande amor", presente neste disco, e sobre as histórias de suas composições, totalmente autobiográficas.
Faixas
1 Cheirando a amor   
(Ângela RoRo) 
2 Gota de sangue
(Ângela RoRo)
3 Tola foi você
(Ângela RoRo)
4 Não há cabeça
(Ângela RoRo)
5 Amor, meu grande amor
(Ana Terra, Ângela RoRo)
6 Me acalmo danando
(Ângela RoRo)
7 Agito e uso
(Ângela RoRo)
8 Mares da Espanha
(Ângela RoRo)
9 Minha mãezinha
(Ângela RoRo)
10 Balada da arrasada
(Ângela RoRo)
11 A mim e a mais ninguém
(Sergio Bandeira, Ângela RoRo)
12 Abre o coração (Ângela RoRo)
 ÂNGELA RO RO – 1979: no seu primeiro trabalho Ro Rô já mostrou a que veio.
A voz, que é inegável e inquestionável, era apenas mais um detalhe a sonorizar docemente as verdades de cada letra.
O álbum de 1979 emplacou, além do carro-chefe “Amor, meu grande amor” (Ângela Ro Ro e Ana Terra), canções como: Cheirando a Amor, Gota de Sangue, Tola foi Você, Agito e Uso, A Mim e Mais Ninguém e Mares da Espanha, a qual o único questionamento é à introdução um pouco descompassada com o restante da música.
Agora confira o vídeo.

O Som vinil - Ângela Ro Ro parte 1


O som vinil - Ângela Ro Ro parte 2

19 de setembro de 2010

Ângela Ro Ro - História sexual da mpb.



Na música brasileira, teve gente que já ralou o tchan, que ficou de olho na butique dela e que virou homem, virou lobisomem. Outros afirmaram que precisam aprender a ser sós, que gostavam de meninos e meninas ou ainda insistiram: eu te amo, eu te amo, eu te amo. Seja no samba, no rock, na bossa-nova, no forró, no axé, na MPB ou em qualquer ritmo ou estilo musical praticado no Brasil, sexo e amor sempre foram assuntos constantes (mesmo que escondidos sob camadas de significados e jogos de palavras). O assunto sempre despertou a atenção do jornalista carioca Rodrigo Faour. A curiosidade virou pesquisa e resultou, em 2006, no lançamento do livro História sexual da MPB – A evolução do amor e do sexo na música brasileira (Editora Record).

A repercussão do título pode ser medida tanto pelo fato de a obra estar chegando à sua quarta edição como pelos seus desdobramentos. Rodrigo apresenta o programa de rádio Sexo MPB desde 2008 (transmitido no Rio de Janeiro pela MPB FM). E hoje, à meia-noite, ele estreia pelo Canal Brasil o programa que leva o mesmo nome de seu livro.

“Confesso que jamais imaginaria que este trabalho rendesse tantos frutos, pois é uma pesquisa um tanto ousada em que dou valor a muitos artistas que nunca são lembrados em livros que pretendem historiar a música brasileira”, comenta Faour. “Muitos artistas podem não ser virtuoses como músicos ou poetas letrados, mas influenciaram a sociedade brasileira no que diz respeito a comportamento — em sua própria imagem (sendo cantores) ou nas danças e letras que produziram, atiçando a libido geral ou mesmo quebrando tabus e preconceitos em suas mensagens”, explica o jornalista.

Ou seja, personalidades como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Wando, Alcione, Martinho da Vila e Ângela Rô Ro dividem espaço com Eduardo Dusek, João Roberto

Kelly, Maria Alcina, Waleska (a “Rainha da fossa”), o forrozeiro Manhoso e ainda Lana Bittencourt, Doris Monteiro, Ademilde Fonseca, Roberto Silva, Miltinho e Jorge Goulart, entre outros grandes nomes da época áurea do rádio.

Nesta primeira temporada (o jornalista adianta que a próxima irá ao ar no segundo semestre) serão exibidos seis episódios. A cada programa, Rodrigo Faour debate um tema, respectivamente, a mulher, a sensualidade, o duplo-sentido, a dor de cotovelo e a sexualidade transgressora (esta, dividido em duas partes).

O apresentador reconhece que cada veículo tem a sua magia, mas na tevê, o tom documental é intensificado. “A imagem é muito forte. Muitas vezes, apresento os próprios personagens dessa ‘história sexual da MPB’ mostrando seus depoimentos e dando canjas das suas músicas mais importantes dentro dos temas que proponho. Fora que posso ilustrar, com clipes de época, o que vale mais que mil palavras.”

No programa de hoje, A mulher na MPB, Faour conversa com as cantoras Simone e Alcione e com os cantores e compositores Ivan Lins, Erasmo Carlos, Martinho da Vila e Wando sobre as conquistas da mulher na sociedade brasileira. Elas e eles analisam o reflexo disso na música, do machismo dos primeiros tempos até o advento do movimento feminista e ainda passam por temas tabus, como virgindade, divórcio, aborto e orgasmo feminino.



Vejam os vídeos:
História Sexual da MPB parte 13 - Sexualidade Transgressora

História Sexual da MPB parte 14 - Sexualidade Transgressora.

História Sexual da MPB parte 15 - Sexualidade Transgressora

Sexo MPB
Sexo MPB

O apresentador Rodrigo Faour incluiu Outono, gravação de Angela Ro Ro e Antonio Adolfo para o Songbook Djavan, no CD Sexo MPB, lançado pela EMI. No encarte elogia: "Angela Ro Ro além de compor muito bem é uma intérprete sexy de primeira linha desde seu lançamento em 1979."

Ângela Ro Ro - Outono

15 de setembro de 2010

Ângela Ro Ro na Ilha de caras ano 2008

A idade dos fãs surpreendeu a cantora Angela RoRo (59) no show que fez com exclusividade para os convidados da Ilha de CARAS. "Isso aqui está parecendo uma festa de 15 anos", brincou a artista conhecida pela sua irreverente verve. Pouco depois da declaração, o arranjador e tecladista Ricardo MacCord(48), há quase 20 anos seu parceiro no palco e nas composições, iniciou os acordes de Meu Benzinho. De fato, quase toda a plateia tinha menos de 30 anos, o tempo de carreira que Angela completa este ano. Foi exatamente no fim de 1979, que a cantora nascida em Copacabana e criada em Ipanema, bairros da zona sul carioca, entrou nos estúdios para gravar o primeiro disco, que levou o seu nome. "Não sei direito a faixa etária do meu público, mas à medida que o tempo passa, fica mais flexível. Isso é interessante. Quero sempre que os fãs aumentem", disse a cantora, cujo último trabalho foram o DVD e o CD Angela RoRo Ao Vivo, além do álbum Compasso, lançados em 2006.

A idade, no entanto, não foi obstáculo para que Angela tivesse um coro de vips acompanhando-a. A maioria conhecia, e bem, o repertório apresentado de dez músicas, entre elas Ne Me Quitte Pas, sucesso do belga Jacques Brel (1929-1978), e Night and Day, de Cole Porter (1891-1964). A atriz Pitty Webo (27), ao lado do namorado, o publicitário Alexandre Bento (29), com quem já divide um apartamento, elogiou o ótimo gosto da cantora. "Domingos Oliveira, meu diretor em Confissões de Adolescente, me ensinou a ouvir Cole Porter. Aprendi a gostar de jazz com ele e me emocionei ao ouvir esse clássico na voz da Angela", disse Pitty.

Durante toda a apresentação, de cerca de uma hora, a cantora seduziu seu público não só com belas canções e sua voz rouca, o que lhe valeu o apelido de RoRo, mas também com as brincadeiras. "Juro que tento falar menos no show, mas sou um pouco Glauber Rocha, verborrágica", comparou-se ao cineasta. Entre os admiradores da cantora, estava a família de Lívia Rossy (27). A atriz e sua irmã, a advogada Fernanda (25), tornaram-se fãs de Angela por causa da mãe, Neuza (57). "Ela é apaixonada pelas músicas. Eu também adorei. É a primeira vez que assisti a um show da Angela. É sen-sa-cio-nal!", vibrou Lívia. "Esperávamos que fosse ser bom, mas não é isso: é muito bom. Na verdade, é maravilhoso", endossou Fernanda. "Obrigada, obrigada, a gente faz o que pode", agradeceu com humor a artista. Em seguida, analisou com seriedade sua performance. "Sempre faço um trabalho no estúdio e no palco com o maior afinco, a maior delicadeza, dedicação, com todo o talento que tenho. É uma doação total. Tento até ser melhor do que sou para o meu público", garantiu Angela.

Um dos hits da noite foi Amor, Meu Grande Amor (1979), o primeiro sucesso da cantora, em parceria com Ana Terra (58), que integra a trilha sonora da novela Caminho das Índias. Sempre interagindo com a plateia, ela brincou que a canção seria dedicada pelo filho da atriz Ana Saab (27), Lucca (9), para Sophia (3), herdeira da atleta Maurren Maggi (32), campeã olímpica em Pequim no salto em distância. "É desse jovem senhor para essa pequena musa", anunciou, impostando a voz como uma locutora de rádio e arrancando gargalhadas. "Essa mulher é tão louca quanto meu pai era", exclamou a DJ Vivi Seixas (27), referindo-se ao lendário roqueiro Raul Seixas (1945-1989). Ao lado do marido americano, o também DJ Mike Frugaletti(30), ela acompanhou com palmas.

Além de Amor, Meu Grande Amor, o repertório romântico continuou com Simples Carinho, de Abel Silva (64) e João Donato (74), e até Eu Sei Que Vou Te Amar, de Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980), para o deleite dos casais presentes. Abraçado à mulher, Juliana Camatti (25), com quem está há quatro anos, Mario Frias (37), ator e vocalista da banda Zona Zero, se mostrou encantado com a apresentação. "Acho que tenho que nascer de novo para cantar assim. A Angela esnoba a gente. Isso é que é um show", comentou com Juliana e o casal de atores sentado ao seu lado, Ana Saab e Lorenzo Martin (28), que se casam no dia 29 de maio. Ao fim da apresentação, a cantora não conseguiu deixar a sala onde foi montado seu palco. O público ficou de pé, não parou de aplaudir e pediu bis. Foi então que atacou com Malandragem, de Cazuza (1958-1990), dividindo o microfone com todos que queriam soltar a voz. "Quando olho a minha discografia, digo: 'Nunca gravei uma porcaria, nunca pequei contra a música, graças a Deus.' Jamais tomei um pileque ou qualquer coisa para compor. A minha arte é uma coisa que permanece intocada", emocionou-se. "Só tenho que agradecer a todos, de verdade. A vida me sorri o tempo todo e eu sorrio de volta, porque não sou boba, não", completou ela.


12 de setembro de 2010

DVD Ângela Ro Ro ao vivo

Em Setembro de 2006 é um ano importande para Ângela Ro Ro, é o ano que ela grava seu primeiro DVD ao vivo, gravada  no Circo Voador, no Rio de Janeiro com grandes convidados especias na carreira da cantora, como:Alcione,Luiz Melodia e Frejat.
Cada música  escolida  teve um significado em relação ao artista convidado e a carreira da Ro Ro.
O primeiro artista a dividir o palco é o Luiz Melodia onde eles cantam um dos maiores sucessos de Ro Ro
Tola foi você(angela ro ro)

Luiz Melodia
Depois o segundo convidado é a cantora Alcione elas cantam Joana Francesa composta por(Chico Buarque)
Alcione

Ângela diz em seu show: Ela é sangue bom!! Boa de samba e de coração. Madame Marrom..."
Logo depois chamou ao palco Frejat onde cantam um Rock chamado. A Mim e a Mais Ninguém (Ângela Ro Ro e Sérgio Bandeyra)
Frejat.
Em 15 n�meros, Ro Ro resumiu no roteiro todas as fases de sua err�tica carreira fonográfica. Acertei no Millênio (2000), O Cinema, a Princesa e o Mar (2000), Meu Benzinho (1988), Escândalo (1981, o número de maior voltagem emocional, merecidamente ovacionado pela platéia que lotou o Circo Voador), Só nos Resta Viver (1980), Fogueira (1984), Came e Case (1981), Querem nos Matar (1982) e Simples Carinho (1982) foram algumas músicas regravadas pela artista para o DVD e CD ao vivo.

Extras do DVD.
DVD Ângela Ro Ro ao vivo - Extras parte 1

DVD Angela Ro Ro ao vivo -Extras parte 2

DVD Ângela Ro Ro ao vivo -Extras parte 3


Vejam alguns trechos do dvd

Ângela Ro Ro - Amor meu grande amor clip oficial

Angela Ro Ro - Escândalo dvd ao vivo

Angela Ro Ro e Alcione dvd ao vivo
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